PanSports propõe novo empréstimo de R$ 7 milhões ao Figueirense para manter clube em atividade

PanSports propõe novo empréstimo de R$ 7 milhões ao Figueirense para manter clube em atividade

A PanSports apresentou ao Figueirense uma proposta de novo empréstimo-ponte no valor de R$ 7 milhões para garantir o fluxo financeiro do clube durante o restante da temporada. Segundo fonte que integra o grupo, a oferta foi encaminhada na última semana e ainda precisa ser aprovada.

O novo aporte segue os mesmos moldes do empréstimo de aproximadamente R$ 3 milhões realizado em julho, quando parte do terreno do CFT do Cambirela foi utilizada como garantia provisória, com autorização da Associação Amigos do Figueirense (Asfig), até uma eventual assinatura do contrato definitivo para aquisição da SAF.

Atualmente, os jogadores do Figueirense receberam apenas 20% dos valores referentes à CLT do mês de agosto. Permanecem pendentes os outros 80% dos salários e também os direitos de imagem, refletindo as dificuldades financeiras enfrentadas pelo clube.

Contexto da proposta e dívidas que travam a SAF do Figueirense

A necessidade de novos recursos ocorre enquanto a PanSports ainda negocia as condições para assumir definitivamente a SAF do Figueirense. O principal entrave continua sendo a dívida com a Clave, investidora escolhida anteriormente para o projeto e que se tornou credora do clube após a aquisição não ser concluída.

Na última quinta-feira, em entrevista exclusiva ao Debate Diário, o presidente do Conselho Deliberativo, Antônio Miranda, afirmou que a Clave tem apresentado uma cobrança na casa dos R$ 43 milhões. O dirigente também explicou que o contrato prevê juros próximos de 3% ao mês e que existe a possibilidade de parcelamento do montante.

PanSports busca investidores para viabilizar a operação

Segundo Miranda, o Figueirense trabalha com um custo mensal de aproximadamente R$ 1,5 milhão, enquanto arrecada cerca de R$ 500 mil. A diferença exige aportes próximos de R$ 1 milhão por mês para bancar despesas como salários, funcionários, manutenção do CFT e do Orlando Scarpelli, alimentação, transporte e lavanderia.

Ainda de acordo com o presidente do Conselho Deliberativo, a receita mensal do programa de sócios, estimada em cerca de R$ 500 mil, é utilizada atualmente para amortizar juros da dívida com a Clave. Enquanto isso, a PanSports busca novos investidores para viabilizar a operação, incluindo fundos interessados em participar do projeto do Figueirense, inclusive com a possibilidade de envolvimento em um empreendimento imobiliário.

A expectativa interna é de que uma solução para a negociação com a Clave permita avançar para a assinatura definitiva com a PanSports.

Com informações de ge (Globo Esporte).

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