O Conselho Deliberativo do São Paulo marcou para o dia 29 de setembro, às 18h30, a votação que definirá a aprovação do acordo de R$ 110 milhões firmado entre a diretoria do clube e a Ticketmaster. O contrato prevê que a empresa assuma a gestão da venda de ingressos do Morumbis, substituindo a Total Acesso, além de administrar o camarote 29A por cinco anos. A convocação foi enviada aos conselheiros nesta sexta-feira, 18 de setembro.
A proposta da Ticketmaster inclui a antecipação de R$ 110 milhões ao São Paulo em até 45 dias após a assinatura, na forma de empréstimo. O valor será devolvido em cinco anos, com taxa de juros equivalente ao CDI mais 1,99%. O pagamento mensal será limitado a R$ 1,8 milhão, independentemente da arrecadação com jogos, e também será devido em períodos sem receitas, como ocorreu durante a Copa do Mundo de 2026.
Contexto do acordo e questionamentos apresentados
A diretoria do São Paulo alinhou o acordo com a Ticketmaster em agosto, mas a aprovação pelo Conselho Deliberativo enfrentou resistência. Olten Ayres, presidente do colegiado, levou ao grupo questionamentos apresentados pela NewC, empresa que alega ter participado do processo e aponta irregularidades na concorrência. Para analisar o contrato, foi criada uma Comissão de Análise de Contrato, que já concluiu um parecer e deve enviá-lo ainda nesta sexta-feira aos demais conselheiros.
Internamente, a diretoria do São Paulo considera a aprovação do contrato fundamental para organizar o fluxo de caixa e regularizar pendências financeiras com os jogadores, que atualmente têm dois meses de direitos de imagem atrasados. O prazo estabelecido pela cúpula para acertar a dívida é o fim deste mês.
Detalhes da proposta da Ticketmaster e gestão do Morumbis
A proposta da Ticketmaster inclui o pagamento de R$ 30 milhões pela gestão do camarote 29A por cinco anos. Além disso, a empresa será responsável pela aquisição de ingressos para shows e jogos realizados no estádio, embora atualmente já gerencie os ingressos dos shows por escolha da Live Nation. O camarote 29A é atualmente um espaço corporativo sem comercialização de ingressos, utilizado pelo São Paulo para relacionamento em dias de jogos e apresentações musicais.
O contrato também prevê que o São Paulo mantenha a receita líquida de jogos, com a Ticketmaster recebendo no máximo R$ 1,8 milhão por mês, independentemente do montante arrecadado. Em um cenário hipotético de R$ 10 milhões de renda líquida em um mês, por exemplo, o clube ficaria com o restante, enquanto a empresa receberia até R$ 1,8 milhão.
Impacto do acordo na situação financeira do São Paulo
A antecipação de R$ 110 milhões é vista pela diretoria como uma solução emergencial para equilibrar as finanças do clube, que enfrenta atrasos no pagamento de direitos de imagem aos jogadores. A regularização da dívida até o fim de setembro é uma prioridade para evitar novos problemas contratuais e manter a competitividade do elenco.
A gestão da Ticketmaster sobre os ingressos e o camarote 29A também pode representar uma nova fonte de receita para o São Paulo, especialmente em períodos sem jogos, como ocorreu durante a Copa do Mundo. A empresa já atua na gestão de ingressos de shows no Morumbis, o que pode facilitar a transição para a nova administração.
Caso o acordo seja aprovado, a Ticketmaster assumirá um papel central na organização das receitas do estádio, aliviando a pressão sobre o fluxo de caixa do clube. A decisão do Conselho Deliberativo será crucial para definir os próximos passos da parceria e o futuro financeiro do São Paulo.
Com informações de ge (Globo Esporte).

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