Boavista processa São Paulo por R$ 524 mil não pagos na venda de Lucas Ferreira

Boavista processa São Paulo por R$ 524 mil não pagos na venda de Lucas Ferreira

O Boavista-RJ acionou judicialmente o São Paulo por uma dívida de R$ 524.899,61 relacionada à venda do meia Lucas Ferreira ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, em agosto de 2025. O clube carioca alega que não recebeu a última parcela de um acordo de repasse firmado entre as equipes.

A ação foi movida na 1ª Vara Cível do Foro Regional do Butantã, em São Paulo, e tramita desde julho de 2026. O Boavista afirma que o São Paulo não cumpriu o pagamento da última parcela, com vencimento em 10 de junho, após ter quitado apenas três das quatro parcelas propostas em uma renegociação.

Detalhes da venda de Lucas Ferreira e o acordo de repasse

Lucas Ferreira foi negociado pelo São Paulo ao Shakhtar Donetsk por 10 milhões de euros (cerca de R$ 63 milhões na cotação da época), com o valor dividido em quatro parcelas. O Boavista tinha direito a 20% do montante líquido da transferência, conforme acordo firmado com o clube paulista.

O São Paulo recebeu a segunda parcela em fevereiro de 2026, mas não repassou ao Boavista o valor correspondente. O departamento financeiro do clube paulista calculou a dívida em aproximadamente R$ 2,1 milhões e propôs o pagamento em quatro parcelas, entre março e junho. No entanto, apenas três foram quitadas, restando a última, de R$ 524.899,61, não paga.

Justiça determina pagamento, mas São Paulo recorre à CBF

Em agosto de 2026, a Justiça determinou que o São Paulo realizasse o pagamento em 15 dias, mas negou o pedido do Boavista para bloquear receitas do clube provenientes de direitos de transmissão e cotas da CBF e da Federação Paulista de Futebol. O São Paulo, em sua defesa apresentada em setembro, não contestou a dívida nem o valor cobrado, mas argumentou que a questão deveria ser analisada pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), da CBF, e não pela Justiça comum.

O Boavista rebateu a argumentação e afirmou que o contrato entre os clubes estabelece a Justiça de São Paulo como responsável pela resolução de eventuais conflitos. O processo aguarda decisão judicial.

O caso envolve valores significativos e coloca em discussão os acordos de repasse entre clubes brasileiros e internacionais, além de destacar a importância da clareza nos contratos de transferência.

Com informações de ge (Globo Esporte).

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