A Corte Arbitral do Esporte (CAS) publicou, nesta sexta-feira (2), decisão parcial favorável ao Southampton, da Inglaterra, mantendo a cobrança sobre o Atlético-MG pela negociação do zagueiro Lyanco. O clube mineiro tem 45 dias para efetuar o pagamento de 1,125 milhão de euros — cerca de R$ 6,4 milhões — a contar da data de notificação.
O valor deve ser acrescido de juros de 9% ao ano, mas o Atlético obteve uma vitória parcial: os juros passaram a incidir a partir de 22 de agosto de 2025, e não desde 2 de julho de 2025, como inicialmente determinado. A decisão da CAS manteve a penalidade de até três janelas de transferência sem registro de novos jogadores caso o pagamento não seja realizado no prazo.
Contexto da dívida e negociação com o Southampton
O Atlético-MG acertou com o Southampton a contratação de Lyanco por 5,2 milhões de euros, divididos em cinco parcelas entre julho de 2024 e julho de 2026. Em outubro de 2025, o Southampton acionou a Fifa devido ao atraso na terceira parcela (1,125 milhão de euros), que venceu em julho daquele ano. A Câmara de Resolução de Disputas da Fifa deu ganho de causa aos ingleses, decisão que o Atlético recorreu ao CAS.
Em janeiro de 2026, o Southampton notificou novamente o Atlético pelo atraso na quarta parcela, no mesmo valor, que deveria ter sido paga em 1º de janeiro. O clube alegou não ter recebido faturas válidas e atualizadas, mas a justificativa foi rejeitada pela juíza da Câmara de Resolução de Disputas, que condenou o Galo ao pagamento integral em 45 dias.
Posicionamento do Atlético-MG e próximos passos
Em contato com o ge, o Atlético-MG reconheceu a existência de disputas no âmbito da Fifa e do CAS, mas afirmou que impugna alguns excessos na decisão. O clube destacou que as tratativas para o pagamento de seus débitos estão em andamento, visando regularizar a situação o mais breve possível.
O caso Lyanco reforça a importância de compliance financeiro nos clubes, especialmente em negociações internacionais. A decisão da CAS serve como alerta para o Atlético-MG, que já enfrenta outras ações na Fifa por dívidas, como os casos envolvendo os jogadores Fuchs e Palacios.
Com informações de ge (Globo Esporte).

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