A semifinal da Copa Sul-Americana entre Vasco e Boca Juniors já começa com polêmica. Nesta terça-feira (13), as equipes se enfrentam na La Bombonera, em Buenos Aires, pela partida de ida. No entanto, o foco da discussão está no jogo de volta, marcado para 20 de outubro, que pode ser transferido para o Paraguai.
A Conmebol emitiu um ultimato nesta terça: caso haja nova mudança na justiça brasileira, o segundo jogo será realizado fora do Brasil. A decisão afeta diretamente o Vasco, que pleiteava jogar no Maracanã, mas enfrenta resistência do Consórcio Fla-Flu Serviços S.A e do Flamengo.
Pedrinho acusa “covardia” da Conmebol
O presidente do Vasco, ex-jogador Pedrinho, criticou duramente a possibilidade de o jogo de volta não ser realizado no Maracanã. Em entrevista à ESPN, ele afirmou que a questão deixou de ser técnica e se tornou pessoal. “Em 2026, pedimos três jogos com antecedência. Só pedi porque sou proibido de jogar em São Januário por não cumprir alguns regulamentos da Conmebol”, declarou.
Pedrinho destacou que a decisão sobre o gramado do Maracanã já foi tomada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que autorizou a utilização do estádio. “A decisão foi pela segurança, não pelo gramado. Dentro do ônibus, soube que entraram com recurso e que existe relatório da Conmebol que pode tirar o jogo do Brasil para o Paraguai. Acho uma covardia com a instituição e com a competição”, afirmou.
Conflito com o Flamengo
O mandatário cruz-maltino não poupou críticas ao presidente do Flamengo, Bap, sugerindo que a negativa ao Maracanã é uma questão pessoal. “Mesmo se não houvesse contrato com o Consórcio e eu pedisse para jogar no Maracanã, pelo bom senso, poderia haver a gentileza. Um jogo não vai estragar o gramado. Hoje, assumo esse conflito com o presidente do Flamengo. Virou uma coisa menos técnica e mais para ver quem tem a tinta mais pesada para prevalecer”, declarou.
Pedrinho reforçou que a segurança no São Januário não é garantida pela Conmebol para 4 mil pessoas, o que o obriga a buscar o Maracanã. “Não estou medindo força para parecer poderoso, mas porque preciso jogar”, finalizou.
Consórcio vai ao STJ
Na noite desta terça, o Consórcio Fla-Flu Serviços S.A anunciou que levará a questão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar viabilizar a realização do jogo de volta no Maracanã.
Com informações de jogada10.

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