A estreia de Tite no comando técnico do Botafogo não poderia ter começado de forma mais desafiadora: derrota por 2 a 0 para o Mirassol, em jogo válido pela competição em andamento. O treinador, que retornava à beira do gramado após pouco mais de seis meses afastado, demonstrou postura ativa e observadora durante toda a partida, com gestos que refletiam concentração e busca por ajustes.
De blusão preto, Tite acompanhou o jogo em pé durante quase todo o tempo, sem demonstrar dificuldades físicas após as cirurgias nos joelhos. A postura com as mãos na cintura e, por vezes, no queixo, revelou um técnico atento às jogadas e em constante reflexão sobre as mudanças necessárias. A derrota acendeu um alerta sobre o trabalho que o treinador terá pela frente para lapidar o elenco.
Comissão técnica em sintonia: Bellão, Fera e Matheus Bachi ao lado de Tite
A estreia de Tite no Botafogo também marcou a efetivação de Rodrigo Bellão como auxiliar permanente, após pedido do próprio treinador. A parceria entre os dois foi evidente durante toda a partida, com Bellão assumindo papel central nas conversas técnicas e nas substituições. Marcelo Salles, conhecido como Fera, também teve participação constante, especialmente na análise de lances em tempo real por meio da tela ao lado do banco.
O filho de Tite, Matheus Bachi, atuou como auxiliar, mas foi o menos atuante entre os três. Enquanto Bellão e Fera dividiam tarefas — um na comunicação com os jogadores e outro na revisão de lances —, Bachi atuou de forma mais discreta, concentrando-se em orientações pontuais. A integração entre a comissão técnica foi um dos pontos altos da estreia, com Tite demonstrando confiança no grupo que o acompanha.
Tite na beira do campo: postura ativa e instruções constantes
Desde o início, Tite mostrou-se um treinador extremamente ativo, caminhando pela lateral do campo e interagindo constantemente com a comissão. Aos 16 minutos, após o Mirassol abrir o placar, o técnico permaneceu estático, limitando-se a observar o lance antes de se dirigir ao banco para revisar o momento com Fera. A reação foi contida, mas logo retornou à beira do campo para passar instruções a Medina e Vitinho sobre posicionamento defensivo.
Na parada técnica, Tite assumiu postura enérgica, conversando diretamente com Danilo Pereira e orientando Huguinho por meio de Bellão. A interação com Alex Telles foi mediada por Matheus Bachi, enquanto Tite gritava para que Huguinho participasse mais da saída de bola. No segundo gol do Mirassol, aos 47 minutos do primeiro tempo, o técnico manteve a postura reflexiva, com a mão na cintura, sinalizando a busca por identificar os erros e ajustes necessários.
Substituições e ajustes no segundo tempo
O Botafogo retornou do intervalo com três substituições: Edenílson, Júnior Santos e Zieych entraram no lugar de Huguinho, Danilo Pereira e Montoro. A mudança não foi suficiente para reverter o placar, e o segundo tempo manteve o ritmo da primeira etapa: muita observação por parte de Tite e pouca reação aos lances adversos. O treinador continuou atento, revisando posicionamentos e passando instruções, mas a equipe não conseguiu reagir à altura do Mirassol.
A estreia de Tite no Botafogo deixou claro que o trabalho de lapidação do elenco será intenso. A derrota por 2 a 0 para o Mirassol expôs fragilidades que o treinador terá de corrigir rapidamente, especialmente em momentos decisivos como bolas paradas e transições defensivas. A postura ativa de Tite, no entanto, foi um ponto positivo, demonstrando que o técnico está disposto a se envolver diretamente no dia a dia da equipe.
A expectativa agora é pela próxima partida, onde Tite poderá aplicar os ajustes discutidos durante a estreia. O desafio é grande, mas a disposição do treinador em interagir com a comissão e os jogadores é um sinal de que o Botafogo busca uma reconstrução técnica sólida.
Com informações de ge (Globo Esporte).

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