O São Paulo Feminino conquistou seu primeiro título no Campeonato Brasileiro após sete anos de projeto estruturado, com foco na base e aprendizado com o rival Corinthians. A goleira Carlinha, atleta mais longeva do atual elenco, foi peça fundamental na final e resumiu a trajetória: “Quando cheguei, nem água mineral tinha”.
O clube reativou a modalidade em 2017 com um projeto de base liderado por Lucas Piccinato, que mais tarde assumiria o time profissional. Em 2019, o time estreou na Série A2 e subiu à elite em 2020. O crescimento foi gradual: quartas em 2021, semifinais em 2022, até a eliminação no Paulista de 2023 que levou à demissão do técnico. A virada veio com a promoção de Thiago Viana, ex-técnico das categorias de base, que assumiu com licença B da CBF e formação em Educação Física pela USP.
Do caos inicial à estruturação: a evolução do projeto do São Paulo Feminino
Em 2017, quando o São Paulo reativou o futebol feminino profissional, a realidade era de escassez: “nem água mineral tinha”, como relatou Carlinha. O projeto começou com Lucas Piccinato na gestão da base, mas foi em 2019 que o time profissional estreou na Série A2. A promoção à Série A1 veio em 2020, mas o acesso não veio acompanhado de estrutura imediata. A goleira, que chegou naquele ano, testemunhou a transformação gradual do clube no cenário nacional.
Os resultados vieram aos poucos: eliminação nas quartas de final em 2021, semifinais em 2022 e nova queda nas quartas no Paulista de 2023. A diretoria optou por uma mudança radical: demitiu Piccinato e promoveu Thiago Viana, técnico das categorias de base com formação acadêmica e licença B da CBF. A aposta no desenvolvimento interno refletia a confiança no DNA do clube.
Thiago Viana e a aposta na evolução interna do São Paulo Feminino
Thiago Viana assumiu o comando em dezembro de 2023 com um currículo atípico para o futebol feminino: formado em Educação Física pela USP, com licença B da CBF e experiência em escolas de clubes e equipes universitárias. Sua trajetória nas categorias de base do São Paulo foi determinante para a diretoria depositar nele a confiança necessária para a reconstrução do time.
A diretoria trabalhou paralelamente para fortalecer a comissão técnica, mas o processo não foi isolado. O clube olhou para o projeto mais consolidado do Brasil: o Corinthians. O rival, que já dominava o futebol feminino nacional, serviu de referência para a estruturação do São Paulo, que buscava não apenas títulos, mas um modelo sustentável de crescimento.
Carlinha e o protagonismo da base no título inédito do São Paulo Feminino
Carlinha, goleira com 29 anos e sete no clube, foi a heroína da final e representa o DNA da base que o São Paulo tanto valoriza. Sua fala sobre a evolução do projeto — de “nem água mineral tinha” a campeão brasileiro — resume a transformação do clube. O time, que começou sem estrutura, hoje coleciona conquistas com uma identidade clara: confiança no trabalho interno e aprendizado com os melhores.
A trajetória do São Paulo Feminino mostra que o título inédito não foi obra do acaso, mas resultado de um projeto de longo prazo. Desde a reativação em 2017 até a conquista em 2026, o clube construiu sua identidade com base na evolução técnica, na valorização da base e no estudo dos concorrentes, especialmente o Corinthians.
O futuro do São Paulo Feminino promete continuar essa linha: mais títulos, mais estrutura e, acima de tudo, mais confiança no processo que já deu frutos.
Com informações de Gazeta Esportiva.

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