Corinthians acumula R$ 27 milhões em dívidas atrasadas com a União e risco de perder acordo bilionário

Corinthians acumula R$ 27 milhões em dívidas atrasadas com a União e risco de perder acordo bilionário

O Sport Club Corinthians Paulista não cumpriu com as obrigações financeiras do acordo de transação tributária firmado com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Desde junho, o clube deixou de pagar quatro parcelas consecutivas, incluindo a de setembro, o que coloca em risco a manutenção dos benefícios do acordo que reduziu uma dívida de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões.

Com a inadimplência, o montante em aberto já atinge R$ 27.326.394,64, sendo R$ 8.007.929,92 em débitos previdenciários e R$ 19.318.464,72 em não previdenciários. Os valores das parcelas são corrigidos pela Selic, a taxa básica de juros do Brasil. A gestão de Osmar Stabile pagou as quatro primeiras prestações, mas não honrou os compromissos a partir de junho.

Acordo com a PGFN prevê rescisão por falta de pagamento

O contrato assinado em fevereiro de 2026 estabelece que a ‘falta de pagamento de três parcelas consecutivas ou alternadas’ é hipótese de rescisão. Em agosto, o clube foi notificado pela PGFN sobre a inadimplência, mas até o momento não houve manifestação oficial sobre eventual revogação do acordo. Segundo a Procuradoria, ‘a transação com o Sport Club Corinthians Paulista, até o presente momento, encontra-se em situação regular’.

As regras sobre atraso, notificação e perda do acordo estão previstas na Portaria PGFN/ME nº 6.757, de 29 de julho de 2022. O artigo 72 garante ao contribuinte o prazo de 30 dias, após a notificação, para regularizar o pagamento ou apresentar impugnação (defesa administrativa) contra a rescisão.

Corinthians corre risco de perder desconto e enfrentar cobranças judiciais

Caso o acordo seja rescindido, o montante original da dívida é restabelecido, sem qualquer desconto, com a dedução apenas dos valores já pagos. Isso resultaria na retomada de cobranças judiciais e extrajudiciais. Além disso, o clube ficaria proibido por dois anos de fazer novos acordos de transação, mesmo para dívidas diferentes.

O acordo com a PGFN também foi alvo de polêmica na aprovação das contas de 2025, já que a gestão incluiu os efeitos da transação tributária no ano anterior, apesar do contrato ter sido assinado em 2026. A renegociação resultou em uma redução de R$ 217,428 milhões na dívida bruta total do clube, que atualmente soma R$ 2,8 bilhões. Nos sete primeiros meses de 2026, o Corinthians acumulou um déficit de R$ 278,705 milhões.

O clube também tem atrasado o pagamento de contas do dia a dia, incluindo despesas com o elenco masculino de futebol. A situação financeira do Corinthians segue como um dos principais pontos de atenção na gestão atual.

Em nota ao ge, a PGFN afirmou que ‘não comentará sobre cenários futuros’, enquanto o clube declarou que ‘conta com a boa relação com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional para resolver a questão da melhor maneira e o mais rápido possível’.

Com informações de ge (Globo Esporte).

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