BTG assume gestão do Nubank Parque: como a mudança afeta o Palmeiras em 2026

BTG assume gestão do Nubank Parque: como a mudança afeta o Palmeiras em 2026

O BTG Pactual concluiu a aquisição da gestão do Nubank Parque, estádio do Palmeiras, após meses de negociações com a WTorre. O banco tornou-se sócio majoritário da operação, enquanto a construtora permanece com participação minoritária e será consultada em decisões estratégicas. A mudança não altera os termos da escritura de superfície, que segue válida até 2044, incluindo os percentuais de receitas do Palmeiras.

A transação foi formalizada por meio de um pré-contrato, e o acordo já está sob análise do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). O BTG já havia iniciado sua relação com o estádio em 2024, quando adquiriu dívidas da WTorre com o Banco do Brasil, relacionadas ao financiamento da construção da arena. Desde então, as tratativas para a transferência da gestão avançaram até a concretização atual.

O que muda na operação do Nubank Parque com o BTG

O BTG assumirá o controle do calendário de eventos e ajustes de novas atrações no Nubank Parque, substituindo a WTorre nessa função. No entanto, os contratos já firmados para shows e parcerias com produtoras permanecem válidos, e os funcionários envolvidos na operação atual devem continuar em seus cargos. Marcelo Frazão, CEO do Nubank Parque, segue na função por enquanto.

A construtora WTorre mantém participação na sociedade e será ouvida em decisões relevantes, mas a palavra final sobre os próximos passos da arena caberá ao BTG. A mudança não afeta os termos comerciais estabelecidos entre o Palmeiras e a WTorre, que incluem percentuais de receitas e gatilhos para reajustes ao longo dos anos.

Receitas do Palmeiras com o Nubank Parque: como são divididas

O clube recebe percentuais sobre as receitas geradas pela arena, que variam conforme o período desde sua inauguração em 2021. Até 5 anos da abertura, o Palmeiras recebe 20% das receitas; de 5 a 10 anos, 25%; e atualmente, entre 10 e 15 anos, o percentual é de 30%. A partir de 2026, a divisão segue em 35% até 20 anos, 40% até 25 anos e 45% até 30 anos.

Já as receitas provenientes de locação de cadeiras, camarotes e do naming rights com o Nubank seguem uma divisão diferente: 5% até 5 anos, 10% até 10 anos, 15% até 15 anos (atual), 20% até 20 anos, 25% até 25 anos e 30% até 30 anos. O acordo com o Nubank, que substituiu a Allianz em 2025, rende ao Palmeiras cerca de R$ 51,4 milhões por ano, quase o dobro do valor anterior.

Impactos para o Palmeiras: continuidade e novas oportunidades

O Palmeiras não tem contato direto com o BTG até o momento, e a expectativa é de que a transição ocorra de forma gradual, sem interrupções na operação atual. A WTorre e o clube mantêm os termos da escritura de superfície, garantindo a manutenção dos percentuais de receitas e gatilhos de reajuste ao longo dos anos.

A mudança na gestão do Nubank Parque pode trazer novas oportunidades comerciais para o Palmeiras, especialmente com a expertise do BTG em finanças e eventos. No entanto, o clube segue dependente dos termos já estabelecidos, que asseguram sua participação nas receitas da arena até 2044. A parceria com o Nubank, que já rende mais de R$ 50 milhões anuais, continua como um dos principais pilares de receita do clube.

Enquanto a transação é finalizada, o Palmeiras segue focado em sua campanha na Libertadores, com os funcionários comemorando a classificação do elenco após uma festa no estádio. A arena, agora sob nova gestão, segue como um ativo estratégico para o clube, independentemente das mudanças na operação.

Com informações de ge (Globo Esporte).

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