O Corinthians não conseguiu bater a meta de arrecadação de 25 milhões de euros líquidos (cerca de R$ 148 milhões) na última janela de transferências de meio de ano, conforme planejado pela diretoria. As negociações frustradas para a venda dos jogadores André e Breno Bidon foram os principais fatores para o não cumprimento do objetivo orçamentário traçado para o período.
Internamente, a diretoria comemora a manutenção do elenco atual, que não pôde ser reforçado devido aos três *transfer bans* em vigor. No entanto, os dirigentes admitem que a situação financeira do clube se agrava com o descumprimento da meta de vendas, que era essencial para equilibrar as contas em 2026. O déficit do Corinthians já chega a R$ 246 milhões no acumulado do primeiro semestre, segundo dados oficiais.
Negociações frustradas com Nottingham Forest e Besiktas
O Nottingham Forest, da Inglaterra, apresentou uma proposta inicial de 12 milhões de euros (R$ 72 milhões) pelo atacante André, mas o Corinthians manteve a exigência de 15 milhões de libras (cerca de R$ 105 milhões) à vista e mais 6 milhões de libras (R$ 40 milhões) em bônus. Sem acordo, a negociação foi encerrada. Já o meio-campista Breno Bidon teve uma proposta do Besiktas, da Turquia, de 18 milhões de euros (R$ 107 milhões), com 12 milhões à vista e 6 milhões parcelados, mas o clube turco não formalizou a oferta a tempo, levando o empresário a interromper as tratativas.
Diretoria estuda alternativas para compensar prejuízo
A Diretoria Financeira do Corinthians estuda medidas para compensar os R$ 148 milhões não arrecadados com as vendas. Uma das opções em análise é antecipar até 30% das receitas previstas para 2027, segundo informações reveladas pelo ge. O orçamento de 2026 previa arrecadar R$ 151 milhões com repasses de direitos federativos e verbas da Fifa, mas até junho o clube havia acumulado apenas R$ 2,978 milhões nesse item.
Crise financeira se aprofunda com déficit crescente
O Corinthians também não cumpriu a meta de arrecadar 12,5 milhões de euros (R$ 75 milhões) na primeira janela de transferências do ano, justificada pela diretoria como prioridade ao desempenho esportivo. Com o orçamento anual dependente de R$ 151 milhões em repasses, a falta de vendas agrava o déficit de R$ 246 milhões registrado no primeiro semestre, segundo balanço oficial.
Apesar da crise, a diretoria mantém a postura de não vender jogadores-chave para reforçar o elenco, que segue com três jogadores convocados para a Seleção Brasileira na atual rodada. A situação financeira delicada, no entanto, coloca em risco a sustentabilidade do projeto esportivo a médio prazo.
Com informações de ge (Globo Esporte).

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