A morte do jogador Daniel Corrêa Freitas completa oito anos nesta semana. O crime chocou o Brasil em outubro de 2018, quando o atleta, então emprestado pelo Botafogo ao São Bento, foi assassinado em Curitiba. A família, que sempre buscou respostas, ainda enfrenta o luto e a revolta diante das mentiras que tentaram encobrir o caso.
Na tarde de 27 de outubro de 2018, enquanto o Brasil acompanhava a apuração das eleições presidenciais, a mãe de Daniel, dona Eliana Aparecida Corrêa, não tinha notícias do filho havia quase dois dias. As últimas informações davam conta de que ele havia participado de uma festa em Curitiba na noite de 25 de outubro. As tentativas de contato, no entanto, não tinham sucesso. Daniel, revelado pelo Botafogo em 2014, tinha 24 anos quando morreu. Ele surgiu no clube carioca aos 20 anos e deixou um legado interrompido aos 24, quando foi brutalmente assassinado.
O pesadelo que começou com uma mentira
A família de Daniel só descobriu a verdade após mais de uma hora de angústia. Um primo conseguiu contato com Allana Brittes, aniversariante de 18 anos na festa que Daniel havia frequentado. Ela afirmou que o jogador havia dormido em sua casa, acordado e ido embora de Uber. ‘Eu nunca tinha ouvido falar o nome dessa moça’, declarou Henrique Salsamo, primo e amigo de Daniel. ‘E isso era uma mentira do car***!’. Allana é filha de Edison Luiz Brittes Junior, conhecido como ‘Juninho Riqueza’, condenado pelo assassinato do jogador.
A polícia concluiu que Allana sabia do crime e tentou fraudar a investigação com informações falsas. Em depoimento ao processo criminal, uma tia de Daniel contou que a jovem se mostrou ‘extremamente solícita’, oferecendo ajuda e compartilhando informações falsas, como o telefone de hotéis onde o jogador poderia ter se hospedado. A família, no entanto, nunca acreditou nas versões apresentadas.
A condenação e a busca por justiça
Edison Luiz Brittes Junior foi condenado pelo assassinato de Daniel Corrêa. O crime, ocorrido em outubro de 2018, deixou marcas profundas na família do jogador, que ainda hoje luta por justiça e cobra respostas sobre os detalhes que cercaram a morte. A mãe de Daniel, dona Eliana, e outros familiares mantêm viva a memória do jogador, que sonhava com uma carreira promissora no futebol.
Daniel ao lado de familiares em um jogo do Cruzeiro no Mineirão. Arquivo Pessoal. O legado de Daniel Corrêa, que passou por clubes como São Paulo, Coritiba e Botafogo, permanece marcado pela violência que tirou sua vida precocemente. A família, que sempre buscou a verdade, ainda enfrenta o luto e a revolta diante das mentiras que tentaram encobrir o crime.
A Justiça condenou Edison Luiz Brittes Junior pelo assassinato, mas a família segue em busca de respostas sobre os motivos e os detalhes que levaram à morte brutal do jogador. Oito anos depois, a dor e a revolta permanecem.
Com informações de ge (Globo Esporte).

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