O ex-dono da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Vasco, Josh Wander, se declarou culpado em um esquema de fraude bilionária nos Estados Unidos. Segundo a Procuradoria de Nova York, Wander e sua empresa, a 777 Partners, foram responsáveis por um rombo de US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,54 bilhões) em prejuízos a credores privados e investidores.
A fraude envolveu a utilização de ativos como garantia múltiplas vezes, apresentação de ativos fictícios, mentiras sobre a saúde financeira da empresa e até a falsificação de extratos bancários. Os valores desviados foram, inclusive, usados para cobrir despesas de uma rede de clubes de futebol mantida pela 777 Partners, incluindo o Vasco.
Em comunicado oficial, o procurador Jamie McDonald destacou a gravidade da conduta: “Seja no mercado privado ou no público, uma conduta tão descarada compromete a integridade do nosso sistema financeiro e não será tolerada”.
Detalhes da fraude e acusações contra Josh Wander
Josh Wander foi acusado de três crimes: fraude eletrônica, fraude com valores mobiliários e conspiração. Por cada uma das acusações, a pena máxima é de 20 anos de prisão. A sentença será definida pelo juiz distrital no dia 1º de março de 2027.
A 777 Partners, empresa da qual Wander era sócio-fundador, entrou em processo de falência em maio de 2024 e passou a ser administrada pela seguradora A-CAP, uma de suas maiores credoras. Na mesma época, Wander e Steven Pasko renunciaram às funções na companhia, que foi afastada da SAF do Vasco por decisão judicial do Rio de Janeiro.
Impacto da fraude no Vasco e na 777 Partners
A 777 Partners foi proprietária da SAF do Vasco até maio de 2024, quando a Justiça do Rio determinou seu afastamento. A empresa também administrava outras redes de clubes de futebol, como o Boca Juniors, na Argentina, e o Vasco, no Brasil.
O rombo financeiro gerado pela fraude afetou diretamente a operação dos clubes vinculados à 777, incluindo o Vasco, que teve sua SAF administrada por outra gestão após a saída da empresa. A situação reforça os riscos de envolvimento com empresas que apresentam problemas financeiros estruturais.
A condenação de Wander e a falência da 777 Partners marcam o fim de um ciclo controverso no futebol brasileiro e internacional, com reflexos ainda a serem apurados nos próximos meses.
Com informações de ge (Globo Esporte).

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