O Flamengo, mesmo com uma receita superior a R$ 2 bilhões em 2025, não está imune aos impactos da proibição das casas de apostas no Brasil. A possível ruptura do contrato com sua patrocinadora máster, uma das maiores do setor, levou a diretoria a considerar alternativas para manter a saúde financeira do clube. Entre elas, a venda de atletas do elenco, que detém o plantel mais valioso da América do Sul.
Segundo o site Transfermarkt, dez jogadores do Rubro-Negro têm valor de mercado acima de 10 milhões de euros (R$ 58,7 milhões). Três deles superam os 20 milhões de euros: Pedro (22 milhões), Samuel Lino (20 milhões) e Lucas Paquetá (27 milhões), este último o mais caro do elenco. A situação se agrava em 2027, quando o clube ainda precisa pagar metade do valor de Lucas Paquetá ao West Ham, o que poderia ser resolvido com uma venda.
Lucas Paquetá: o ativo mais valioso do Flamengo
Contratado por 42 milhões de euros (R$ 252 milhões), Lucas Paquetá é o jogador mais caro do elenco do Flamengo. Com 27 milhões de euros avaliados pelo Transfermarkt, o camisa 11 tem mercado em diversos continentes e poderia ser uma peça-chave em uma eventual crise financeira. A venda do jogador não só traria recursos imediatos, como também permitiria ao clube repassar as parcelas restantes ao West Ham, evitando um rombo no orçamento.
O valor de mercado de Paquetá, entretanto, pode ser influenciado por sua idade e momento atual. Jogador de destaque na temporada, ele é cotado para transferências internacionais, o que poderia aumentar ainda mais seu preço em uma negociação.
Samuel Lino e Pedro: jovens promessas com alto valor de mercado
Samuel Lino, com 20 milhões de euros avaliados, é três anos mais novo que Paquetá e vive um momento de destaque no time. Sua idade e desempenho atual podem torná-lo ainda mais atraente para clubes europeus, o que poderia resultar em uma venda acima do valor de mercado. Pedro, por sua vez, é avaliado em 22 milhões de euros e tem sido fundamental no ataque do Flamengo.
Além deles, o clube também monitora a situação de Plata e Everton Araújo. Plata, avaliado em 10 milhões de euros, já foi negociado com o Dínamo de Moscou, enquanto Everton Araújo, de 23 anos, pode render até 14 milhões de euros (R$ 82,2 milhões). A soma dos valores de Plata e Everton Araújo chegaria a R$ 140,9 milhões, um montante significativo, embora insuficiente para substituir completamente a perda com o patrocinador.
O elenco do Flamengo como garantia financeira
O Flamengo detém o plantel mais valioso da América do Sul, com dez jogadores acima de 10 milhões de euros. Essa valorização reflete não apenas o talento individual, mas também a capacidade do clube de formar e reter jogadores de alto nível. Em caso de necessidade, a venda de atletas como Lucas Paquetá, Samuel Lino ou Pedro poderia gerar recursos expressivos, mesmo que não cubram integralmente a perda com o patrocinador.
A diretoria, entretanto, busca evitar uma crise financeira. O diretor José Boto já admitiu a possibilidade de venda, caso os valores do patrocinador não se concretizem. A receita do Flamengo, embora expressiva (média de R$ 1,59 bilhão nos últimos três anos), é acompanhada por despesas igualmente altas (média de R$ 941 milhões no mesmo período), o que reforça a necessidade de diversificar as fontes de renda.
Enquanto a definição jurídica sobre a proibição das bets no Brasil não chega, o Flamengo mantém o vínculo com o patrocinador em stand-by. A espera, entretanto, não impede que o clube prepare seu plano B: vender ativos para garantir a sustentabilidade financeira.
Com informações de jogada10.

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