A estreia da seleção brasileira no novo ciclo técnico de Carlo Ancelotti terminou com um empate em 1 a 1 contra a Austrália, no primeiro amistoso internacional após a Copa do Mundo. O resultado em si não foi o principal ponto de discussão, mas sim a sensação de que a equipe não apresentou ao público qualquer indício de transformação ou renovação em sua proposta de jogo.
O amistoso realizado em 25 de setembro de 2026 marcou a primeira oportunidade de Ancelotti testar novas ideias com a equipe, mas o que se viu foi uma seleção jogando mal ao repetir as mesmas dificuldades enfrentadas antes do Mundial. Dos dez jogadores de linha que atuaram, oito já haviam sido titulares na última Copa do Mundo, o que levantou questionamentos sobre o real espaço para experimentações.
Ancelotti mantém sistema e titulares, mas sem novidades claras
O treinador italiano optou por manter a mesma estrutura tática utilizada antes da Copa do Mundo, com quatro atacantes na frente e dois meias em campo. Bruno Guimarães e Danilo foram os nomes escolhidos para compor o meio-campo, enquanto Raphinha atuou mais próximo a Endrick do que recuando para formar o trio, o que limitou a criação de jogadas.
A escalação inicial contou com sete titulares da última Copa do Mundo, além de Estevão, que não pôde atuar devido a lesão. A formação jogou por 65 minutos sem qualquer substituição, com Douglas Luiz sendo o único meia a entrar em campo. A ausência de mudanças mais ousadas na equipe titular gerou a impressão de que Ancelotti priorizou a estabilidade em detrimento de experimentações.
Experiências limitadas e falta de renovação no elenco
Apesar de o treinador ter afirmado recentemente que a prioridade era encontrar meio-campistas, a convocação trouxe mais jogadores para o meio do que o habitual. João Pedro, lesionado, foi substituído por Martinelli, que também atua como meia, mantendo a concentração de nomes na mesma posição. Dos nove jogadores que entraram em campo, cinco já haviam participado do Mundial.
As substituições foram tímidas: Douglas Luiz foi o único meia lançado, enquanto Andrey Santos, Bidon, Bontempo e Martinelli permaneceram no banco. A ausência de nomes como Endrick e Vini Jr. em posições menos habituais também reforçou a sensação de que o time não buscou explorar novas alternativas.
Seleção brasileira segue com problemas semelhantes aos do passado
A atuação da seleção brasileira no amistoso reacendeu críticas sobre a incapacidade da equipe de superar velhos problemas. O time, que já havia demonstrado dificuldades para criar jogadas antes da Copa do Mundo, repetiu as mesmas limitações, mesmo com a presença de novos jogadores.
Ancelotti, que assumiu o comando técnico com um planejamento de quatro anos até 2030, ainda não apresentou uma identidade clara para a equipe. A ausência de um novo caminho técnico, mesmo em um amistoso, deixou dúvidas sobre como o Brasil pretende evoluir até a próxima Copa do Mundo.
O empate com a Austrália, embora não seja um resultado negativo em si, serviu como um retrato da falta de progresso da seleção brasileira. A equipe saiu de campo sem ter oferecido ao público qualquer indício de que o novo ciclo trará mudanças significativas.
Com informações de ge (Globo Esporte).

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