O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou, por unanimidade, dois pedidos de Habeas Corpus apresentados pela defesa de Julio Casares nas investigações que envolvem o ex-presidente do São Paulo. Os advogados do ex-dirigente ainda podem recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os dois pedidos foram julgados e negados na última quinta-feira (18).
Os dois Habeas Corpus tinham objetivos distintos. O primeiro pleiteava a participação da defesa em depoimentos de testemunhas, conduzidos pelo delegado Tiago Correia, da Polícia Civil, com a participação dos promotores José Reinaldo Carneiro e Tomás Ramadan, do Ministério Público. O segundo pedido alegava que os dois promotores não poderiam participar das investigações por não terem sido designados especificamente para os casos envolvendo Casares. A Justiça, no entanto, manteve a decisão de que José Reinaldo Carneiro e Tomás Ramadan podem integrar uma Força-Tarefa com a Polícia Civil nos inquéritos.
A defesa de Julio Casares também sofreu outra derrota recente na Justiça. Em julho, um mandado de segurança que pleiteava a participação em depoimentos de duas testemunhas também foi negado pela Vara Criminal da Justiça de São Paulo. Até a publicação desta reportagem, a defesa de Casares não havia se manifestado sobre os desdobramentos.
Investigações contra Julio Casares seguem em andamento
Julio Casares é alvo de dois inquéritos conduzidos por uma Força-Tarefa formada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. As investigações apuram possíveis irregularidades em sua gestão à frente do São Paulo, entre janeiro de 2021 e janeiro de 2026. Um dos inquéritos investiga a suposta exploração clandestina de camarotes em dias de shows no Morumbi, revelada pelo ge em dezembro de 2025. O outro inquérito apura saques de contas do clube e depósitos em contas pessoais do ex-presidente.
Os promotores José Reinaldo Carneiro e Tomás Ramadan, que integram a Força-Tarefa, foram mantidos na condução dos casos após decisão do TJSP. A Justiça determinou ainda que a defesa de Casares só poderá participar de uma próxima fase das investigações, não dos depoimentos de testemunhas durante o período de apuração.
Defesa de Casares enfrenta sequência de derrotas judiciais
A defesa de Julio Casares já havia sofrido uma derrota em julho, quando um mandado de segurança que pleiteava a participação em depoimentos de testemunhas foi negado pela Vara Criminal de São Paulo. Além dos dois Habeas Corpus julgados na última quinta-feira, a defesa entrou com um terceiro pedido, também solicitando o afastamento de promotores do caso, que ainda não foi julgado pelo TJSP.
Até o momento, a defesa não se pronunciou publicamente sobre os desdobramentos das decisões judiciais. Os inquéritos seguem em sigilo, com a participação de delegados, promotores e, agora, com a decisão do TJSP mantendo a estrutura da Força-Tarefa.
Possíveis consequências para o São Paulo e para Casares
As investigações contra Julio Casares podem ter desdobramentos tanto para o ex-presidente quanto para o São Paulo. Caso sejam comprovadas irregularidades, as sanções podem variar desde multas até a inelegibilidade de Casares para cargos públicos ou em entidades esportivas. O clube, por sua vez, pode enfrentar consequências administrativas e financeiras, dependendo dos resultados das apurações.
O São Paulo, que atualmente busca uma vaga na Libertadores, segue monitorando os desdobramentos das investigações. A situação jurídica de Casares, no entanto, não afeta diretamente a campanha do time em campo, que depende exclusivamente do desempenho esportivo na temporada.
Os próximos passos das investigações dependem das decisões judiciais e das provas coletadas pela Força-Tarefa. Enquanto isso, a defesa de Casares ainda tem a possibilidade de recorrer ao STJ, o que pode prolongar o processo.
Com informações de ge (Globo Esporte).

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