O Independiente, maior campeão da Libertadores com sete títulos, vive hoje um dos momentos mais críticos de sua história. A última conquista do clube na competição continental foi em 2017, na final da Sul-Americana contra o Flamengo, mas desde então o time argentino acumula dívidas, más gestões e resultados pífios. O estádio Libertadores de América, antes chamado Doble Visera, foi rebatizado em homenagem à competição que o consagrou como o Rei de Copas do continente.
De um dos cinco grandes da Argentina, o Rojo agora enfrenta uma crise institucional profunda. O ge conversou com jornalistas especializados para entender como um gigante do futebol sul-americano foi relegado ao ostracismo. A situação financeira é tão grave que até mesmo as vendas de jogadores não geram recursos significativos para o clube.
Vendas de jogadores não aliviam a crise financeira do Independiente
Três jogadores importantes foram negociados recentemente, mas as transferências não trouxeram o alívio esperado. O atacante Gabriel Ávalos, principal nome do ataque, foi vendido ao Olimpia por US$ 950 mil (R$ 4,84 milhões), menos da metade do valor gasto para contratá-lo em dezembro de 2023. O dinheiro foi quase todo absorvido por dívidas que o Independiente tinha com o próprio Olimpia pela compra do lateral-esquerdo Facundo Zabala em 2025.
O zagueiro Kevin Lomónaco, ex-Bragantino, foi negociado com o Elche por US$ 5,5 milhões (R$ 28 milhões), mas o clube argentino ficará com apenas US$ 1,7 milhão (R$ 8,66 milhões) após quitar compromissos com o Elche pela contratação de Ivan Marcone em 2022 e com o Bragantino pela transferência de Lomónaco em 2025. A situação se repete com o ponta Maximiliano Gutiérrez, vendido ao Dínamo Moscou por 7 milhões de euros, mas o Independiente receberá apenas 1,73 milhão de euros (R$ 10,2 milhões) devido a dívidas com o Huachipato.
Dívidas e falta de títulos: o ciclo vicioso do Independiente
O Independiente não conquista o Campeonato Argentino desde o Torneio Apertura 2002/2003, há mais de duas décadas. Desde então, o clube participou apenas três vezes da Libertadores (2004, 2011 e 2018), enquanto a crise financeira e institucional se agravava. O plantel que contava com nomes como Daniel Montenegro, Insúa e Silvera foi desmontado rapidamente devido às dívidas, um padrão que se repete atualmente.
As dificuldades não se limitam ao futebol. O clube, que já foi referência no continente, agora luta para manter sua estrutura e relevância. A venda de atletas, que em outros momentos seria estratégica, agora serve apenas para pagar credores, sem gerar caixa livre para investimentos no time.
O que esperar do futuro do Independiente?
A situação do Independiente é emblemática de como a má gestão pode levar um gigante ao esquecimento. Sem títulos recentes e com dívidas que consomem até mesmo as receitas de transferências, o clube precisa urgentemente de uma reestruturação administrativa e financeira. A torcida, que sempre foi um dos pilares da identidade do Rojo, agora assiste a um time que sequer figura entre os principais protagonistas do futebol argentino.
A esperança é que a história recente sirva de lição para evitar que outros clubes sigam o mesmo caminho. Enquanto isso, o Independiente, outrora Rei de Copas, luta para não ser mais um nome esquecido no futebol sul-americano.
Com informações de ge (Globo Esporte).

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