Cruzeiro investe R$ 303 milhões em reforços em 2026 e colhe prejuízos em copas

Cruzeiro investe R$ 303 milhões em reforços em 2026 e colhe prejuízos em copas

A temporada 2026 do Cruzeiro, marcada por altos investimentos, caminha para um encerramento melancólico. O clube superou a marca de R$ 300 milhões em reforços, mas deve terminar o ano sem conquistar grandes títulos. As eliminações precoces em competições nacionais e continentais também impactaram diretamente no aspecto financeiro da equipe celeste.

O investimento inicial de R$ 176 milhões na contratação de Gerson — segundo jogador mais caro da história do futebol brasileiro — foi apenas o começo. Na primeira janela, o atacante Chico da Costa foi contratado por R$ 5,5 milhões. Ao longo do ano, mais três jogadores chegaram: João Costa (R$ 7 milhões em cessão temporária), Gabriel Pec, Gabriel Rojas e Zé Lucas, todos de forma definitiva. O total investido nas duas janelas de transferências atingiu R$ 303 milhões, considerando valores já quitados e parcelas pendentes.

Folha salarial inflada e gastos adicionais com comissão técnica

O impacto dos investimentos em jogadores se refletiu diretamente na folha salarial do Cruzeiro, que aumentou significativamente. Renovações contratuais de jogadores como Kaio Jorge e Matheus Pereira contribuíram para esse crescimento. Atualmente, o gasto mensal do clube está entre os maiores do país, girando em torno de R$ 30 milhões. Além disso, o clube desembolsou cerca de R$ 15 milhões pela rescisão de Tite e pela contratação do técnico Artur Jorge, que estava no Al Rayyan.

Metas esportivas e financeiras não foram atingidas

Apesar das altas expectativas, o Cruzeiro não conseguiu atingir as metas estabelecidas para a temporada. Na Copa do Brasil, a expectativa mínima era chegar às semifinais, mas a eliminação nas quartas de final resultou em um prejuízo de R$ 9 milhões — valor igual ao recebido pelas fases anteriores. Se tivesse chegado à final, o clube garantiria pelo menos R$ 34 milhões, com o campeão recebendo R$ 78 milhões. Na Libertadores, a meta era chegar às semifinais, mas a eliminação nas oitavas de final deixou de render R$ 20 milhões ao time, que terminou a competição com um prêmio acumulado de R$ 16,5 milhões.

A única conquista esportiva do ano foi o Campeonato Mineiro, competição que não oferece premiação financeira ao campeão. No Brasileirão, o objetivo é garantir a vaga direta na próxima edição da Libertadores. A temporada, que começou com grandes expectativas, deve terminar sem títulos relevantes e com um saldo negativo em investimentos e resultados.

Com informações de ge (Globo Esporte).

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